Um dos golpes que mais cresce contra a pessoa idosa começa com uma mensagem de
número desconhecido — às vezes até com a foto de um filho ou neto — pedindo uma
transferência via Pix com urgência, geralmente sob o pretexto de uma emergência. Em
versões mais recentes, o golpista chega a usar áudio com voz clonada por inteligência artificial
para tornar o pedido ainda mais convincente.
O que orientar ao cliente
- Nunca confirmar a identidade de quem pede dinheiro pelo mesmo canal que fez o pedido.
Ligar de volta para o número já salvo na agenda, não para o número que enviou a
mensagem. - Diante de qualquer sinal de urgência (“não conta pra ninguém”, “preciso agora”), desconfiar.
Golpes dependem da pressa para funcionar. - Combinar previamente com a família uma “palavra-chave” que só os parentes conhecem,
usada para confirmar pedidos financeiros por mensagem ou ligação. - Evitar expor fotos e vídeos com a própria voz em redes sociais abertas ao público — é a
principal fonte usada para clonagem de voz e imagem.
Papel do correspondente bancário
Ao perceber um cliente idoso realizando um Pix fora do padrão de movimentação — valor
incomum, horário atípico, destinatário novo — vale um contato de confirmação antes de
concluir a operação. Esse segundo olhar já evitou prejuízos em diversos casos reportados por
instituições financeiras.

