Quando um golpe financeiro já aconteceu, a velocidade de reação nas primeiras horas é o que
mais influencia a chance de reverter o prejuízo. Veja a sequência recomendada para orientar o
cliente — ou a família dele — diante da suspeita de uma fraude.
Ação imediata
1 – Contatar a central do banco pelo número oficial impresso no verso do cartão físico — nunca
por número recebido em mensagem.
2 – Solicitar o bloqueio da conta e das senhas de acesso.
3 – Para casos de Pix, acionar a contestação pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED),
disponível junto à instituição financeira.
4 – Se houver suspeita de empréstimo consignado não autorizado, bloquear a margem
consignável pelo Meu INSS e formalizar reclamação junto ao banco exigindo cancelamento
do contrato.
5 – Registrar Boletim de Ocorrência (Delegacia Eletrônica ou presencial), anexando prints e
comprovantes da conversa com o golpista.
6 – Alertar amigos e familiares de que criminosos podem estar usando o nome e a foto da vítima
para aplicar novos golpes.
7 – Trocar as senhas de e-mail, redes sociais e aplicativos bancários.
Para o correspondente bancário
Ter esse roteiro à mão para orientar o cliente no primeiro contato pode ser decisivo — muitas
vezes a fraude só é percebida pela família dias depois, quando as chances de reversão já
diminuíram. Um atendimento que já direciona o cliente aos canais certos (banco, Meu INSS,
Polícia Civil, Disque 100) reduz a exposição a novas tentativas de golpe durante o próprio
processo de resolução.

