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Os erros mais comuns que levam uma operação a ser contestada

A contestação de uma operação financeira pode gerar impactos significativos para o correspondente bancário, para a instituição financeira e para o próprio cliente. Além de demandar tempo para análise e comprovação das informações, situações dessa natureza podem resultar em auditorias, retrabalho e desgaste no relacionamento com o consumidor.

Na maioria dos casos, as contestações não estão relacionadas a fraudes complexas, mas a falhas simples que poderiam ser evitadas com processos bem definidos e atenção aos detalhes.

Conhecer os erros mais comuns é fundamental para fortalecer a segurança operacional e reduzir riscos.

1. Falhas na confirmação da identidade do cliente

A validação da identidade é uma das etapas mais importantes de qualquer operação. Quando essa conferência não é realizada adequadamente, aumentam as chances de questionamentos futuros.

Entre as falhas mais frequentes estão:

  • Conferência superficial de documentos;
  • Ausência de validações complementares quando necessárias;
  • Não observação de inconsistências entre documentos e informações prestadas;
  • Aceitação de informações fornecidas exclusivamente por terceiros.

Garantir que o titular da operação esteja devidamente identificado é uma das principais formas de prevenção.

2. Documentação incompleta ou inadequada

Outro motivo recorrente para contestações é a ausência de documentos obrigatórios ou o arquivamento inadequado das informações.

Problemas comuns incluem:

  • Documentos ilegíveis;
  • Arquivos incompletos;
  • Falta de registros de validações realizadas;
  • Ausência de comprovantes exigidos pela instituição financeira.

Uma documentação organizada e completa protege tanto o cliente quanto o correspondente.

3. Falta de clareza na comunicação com o cliente

Muitas contestações surgem porque o cliente não compreendeu corretamente as condições da operação.

Situações como:

  • Dúvidas sobre valores contratados;
  • Incerteza em relação aos prazos;
  • Falta de entendimento sobre descontos em benefício ou folha;
  • Expectativas diferentes da realidade da contratação;

podem gerar reclamações e questionamentos posteriores.

A comunicação clara é uma das ferramentas mais eficazes para reduzir conflitos.

4. Não registrar etapas importantes da operação

Em auditorias ou análises posteriores, não basta afirmar que determinado procedimento foi realizado. É necessário comprovar.

Por isso, a ausência de registros é um fator que fragiliza a defesa da operação.

Sempre que possível, devem ser mantidos registros de:

  • Validações realizadas;
  • Confirmações do cliente;
  • Protocolos gerados;
  • Evidências exigidas pelos processos internos.

A rastreabilidade fortalece a segurança jurídica da operação.

5. Flexibilização indevida dos procedimentos

Na tentativa de agilizar o atendimento ou atender situações específicas, alguns profissionais podem acabar flexibilizando etapas obrigatórias.

Entre os exemplos estão:

  • Aceitar documentação incompleta;
  • Deixar de realizar validações previstas;
  • Ignorar inconsistências identificadas;
  • Prosseguir com dúvidas não esclarecidas.

Embora pareçam soluções rápidas, essas práticas aumentam significativamente os riscos de contestação.

6. Falta de atualização sobre normas e procedimentos

Mudanças regulatórias e atualizações operacionais acontecem frequentemente no mercado financeiro.

Correspondentes que não acompanham essas mudanças podem aplicar processos desatualizados, gerando inconsistências e falhas que posteriormente resultam em questionamentos.

A capacitação contínua e o acompanhamento das orientações das instituições financeiras e entidades do setor são fundamentais para reduzir esse risco.

7. Dependência excessiva de terceiros

Operações conduzidas principalmente por familiares, procuradores ou intermediários exigem atenção especial.

Quando o cliente não participa ativamente da contratação ou não demonstra conhecimento sobre a operação, aumentam as chances de futuras contestações.

Sempre que possível, o correspondente deve garantir contato direto com o titular e registrar adequadamente sua manifestação de vontade.

A maioria das contestações pode ser evitada por meio de processos bem estruturados, documentação adequada e comunicação transparente. O correspondente bancário que atua com atenção aos detalhes, respeita os protocolos e mantém registros completos reduz significativamente os riscos operacionais e fortalece a credibilidade de sua atuação.

Mais do que concluir operações, é essencial garantir que elas sejam realizadas com segurança, clareza e conformidade.