O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, demonstraram preocupação com o alto nível de endividamento das famílias e com os juros elevados cobrados no crédito ao consumidor. O tema ganhou força em meio à proximidade das eleições e levou o governo a discutir medidas para estimular linhas de financiamento mais baratas.
Dados recentes mostram que o crédito mais caro segue avançando: o saldo do cartão de crédito cresceu 16,1% em um ano, enquanto o rotativo — uma das modalidades mais caras — subiu 31% no período. Ao mesmo tempo, opções mais acessíveis, como o consignado, perderam espaço. Hoje, cerca de 40 milhões de brasileiros estão no rotativo, enfrentando juros médios superiores a 400% ao ano.
O aumento do endividamento também pressiona o orçamento das famílias. O comprometimento da renda com dívidas bancárias subiu de 27,5% para 29,2% em um ano, refletindo a migração para linhas mais caras. Para Lula, o problema está principalmente nas dívidas do dia a dia, que se acumulam e acabam comprometendo toda a renda mensal.
Diante desse cenário, o governo avalia estratégias para incentivar o uso de crédito mais barato, como o consignado privado. A ideia é conter taxas consideradas abusivas, não por meio de um teto fixo, mas com mecanismos que limitem cobranças muito acima da média do mercado, aumentando a concorrência e protegendo o consumidor.
Fonte: Infomoney
👉🏻 Nesse contexto, ganha ainda mais relevância o papel do esclarecimento ao cliente. Orientar o consumidor sobre os riscos do crédito caro e apresentar alternativas mais acessíveis é fundamental para a saúde financeira das famílias. A troca de dívidas com juros elevados por linhas mais baratas, como o crédito consignado, pode reduzir significativamente o custo total da dívida, aliviar o orçamento e contribuir para um endividamento mais sustentável e consciente.

