FEBRABAN bloqueia pedido de empréstimos consignados considerados abusivos. Veja como o correspondente pode evitar!

Em audiência pública da Câmara de Deputados, representantes da FEBRABAN informaram que os bancos bloquearam contratos de empréstimos feitos por correspondentes bancários em nome de pessoas cadastradas no “Não me perturbe”, que é uma plataforma para cadastro de usuários de todo o Brasil que optam por não desejarem mais continuar recebendo ligações para oferta de produtos e serviços.

Consultas à base da plataforma

É importante lembrar que é necessário que os correspondentes tenham a preocupação de sempre consultar a base da plataforma “Não me Perturbe”, para que tenham conhecimento de clientes que estejam cadastrados no sistema. Quando ocorre isso, o interessado pelo crédito deve entrar em contato com o banco e o agente deve reiterar o compromisso com esses consumidores de que eles não serão incomodados com ofertas de ligações telefônicas. Já foram identificadas mais de 8 mil denúncias de consignado não autorizado só neste ano pelo Ministério da Justiça.

O correspondente também pode orientar seu cliente para que ele acesse o aplicativo Meu INSS para desbloquear os novos benefícios. Nesse contexto, o correspondente bancário deve estar atento para não ser prejudicado e não ser o vilão da história, pois ao fazer ligações, muitas vezes com seu único funcionário em sua loja, não pode ser confundido com centrais de telemarketing, que fazem ligações automáticas massivas.

Mensagens por Whatsapp e sms

Há crescimento também, de ações criminosas em que golpistas enviam mensagens por whatsapp e sms, que não estão bloqueados no “Não me Perturbe”, informando a liberação de um novo empréstimo consignado após a quitação do anterior. O importante, nesses casos, é orientar o cliente a não abrir links de e-mails suspeitos recebidos com ofertas de crédito e nunca passar informações de dados pessoais ao receber ligações pedindo que confirme seus dados. 

Com esses cuidados e dicas, o agente de crédito pode evitar muitos casos de abusos, como os citados neste artigo e garantir uma negociação segura e satisfatória para o seu cliente, evitando, assim, que os bancos bloqueiem mais contratos de empréstimo consignado.