Setor financeiro e governo reagem à suspensão do consignado do INSS pelo TCU

Entidades do setor financeiro e o governo federal anunciaram que vão recorrer da decisão do Tribunal de Contas da União que determinou a suspensão do crédito consignado do INSS. A medida foi considerada “drástica” e pode paralisar um mercado que movimenta cerca de R$ 100 bilhões por ano.

A ABBC, a Febraban e a Zetta defendem a revisão da decisão para evitar a interrupção total das operações, que hoje somam cerca de R$ 9 bilhões em descontos mensais e viabilizam aproximadamente R$ 200 milhões por dia em novas contratações.

A decisão do TCU foi motivada por indícios de irregularidades, incluindo contratações não reconhecidas por beneficiários. O tribunal também exigiu que órgãos como INSS, Dataprev e Banco Central apresentem um plano para reforçar a proteção contra fraudes.

As entidades argumentam que a suspensão generalizada pode prejudicar principalmente aposentados e pensionistas, ao limitar o acesso a uma das linhas de crédito mais baratas disponíveis. Segundo o setor, existem alternativas mais equilibradas, como intensificação da fiscalização, punição de agentes irregulares e monitoramento contínuo, sem necessidade de paralisar todo o sistema.

Enquanto isso, o governo sinaliza que parte das exigências já está em fase avançada de implementação e aposta na revisão da medida para restabelecer o funcionamento do crédito consignado nos próximos dias.

Fonte: Finsiders Brasil