CPMI do INSS amplia foco sobre bancos e fraudes bilionárias no consignado

Após o recesso parlamentar, a CPI do INSS retoma os trabalhos com foco nas instituições financeiras que assediam aposentados por meio do crédito consignado. Auditoria do TCU aponta que, em apenas três anos, a suspeita de venda casada no consignado alcançou R$ 219 bilhões. Diante desse cenário, a CPI passa a investigar não apenas fraudes pontuais, mas as engrenagens bilionárias que operam sobre os mais vulneráveis, impulsionadas por vazamento recorrente de dados previdenciários.

A atual gestão do instituto, após forte desgaste institucional, suspendeu convênios e aplicou sanções a diversos bancos por irregularidades graves, como contratos pós-óbito, taxas abusivas e fraudes no consignado. Ainda assim, persistem lacunas deixadas por investigações anteriores, inclusive do próprio TCU, que não aprofundou práticas como a venda casada envolvendo associações e sindicatos.
Com convocações já previstas de dirigentes de grandes bancos, a CPI enfrenta forte pressão política e econômica, mas carrega a expectativa de esclarecer um dos capítulos mais obscuros das transações financeiras previdenciárias, antes que novos aposentados continuem sendo vítimas de instituições inidôneas.

Fonte: Folha Online

👉🏻 A ANEC já se colocou à disposição da CPMI para prestar esclarecimentos sobre o trabalho desempenhado pelos correspondentes bancários, bem como para colaborar no esclarecimento de eventuais dúvidas relacionadas às operações de crédito consignado.