Senado Federal aprovou, por unanimidade, o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
A medida prevê ainda descontos progressivos para quem recebe até R$ 7.350, valendo de forma escalonada a partir de 2026.
Para compensar a queda na arrecadação, o projeto inclui tributação sobre dividendos e rendas mais altas.
Quem passará a ser isento?
Atualmente, só está isento quem ganha até R$ 3.076.
Com o novo projeto, ficam isentos os contribuintes que recebem até R$ 5 mil por mês.
Redução parcial para rendas até R$ 7.350
Quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá um desconto proporcional no imposto:
Quanto menor a renda dentro dessa faixa, maior o desconto.
Acima de R$ 7.350, não há redução.
Quem vai pagar mais?
Para equilibrar a ampliação da isenção, o projeto cria uma alíquota mínima para altas rendas:
Lucros e dividendos acima de R$ 50 mil por mês terão retenção de 10%.
Quem recebe mais de R$ 600 mil por ano pagará uma alíquota progressiva de até 10%, dependendo da renda.
Rendimentos até 2025 não serão taxados — mesmo que pagos entre 2026 e 2028.
O que isso significa para o setor de crédito?
A ampliação da isenção pode:
Aumentar a renda disponível dos consumidores
Gerar reflexos positivos na capacidade de pagamento
Influir na demanda por crédito com responsabilidade

