Crédito mais restrito: INSS exige biometria e juros altos freiam concessões

O novo Relatório de Política Monetária do Banco Central (25/09) aponta queda nas concessões de crédito livre às famílias. Os principais fatores são:

🔒 Exigência de biometria para novos empréstimos consignados do INSS
📈 Selic a 15% ao ano – maior patamar desde 2006

➡️ Impactos no consignado INSS

Após a obrigatoriedade da autenticação biométrica, adotada para combater fraudes, as concessões diárias caíram pela metade. Houve recuperação parcial, mas o volume segue abaixo do normal. A alta da Selic também inibe o crédito às pessoas físicas.

📊 Crédito do Trabalhador cresce

Lançado em março, o programa para trabalhadores do setor privado voltou a crescer após o fim da exigência de quitação de dívidas com os recursos. A taxa média caiu de 3,48% (março) para 2,62% (setembro), segundo o Ministério do Trabalho.

🏢 Empresas e IOF

As concessões de crédito de curto prazo recuaram em junho e julho, afetadas pela alta do IOF. A modalidade de desconto de duplicatas e recebíveis caiu 15% no trimestre.
Com a volta da isenção do IOF sobre “risco sacado” em julho, espera-se recuperação. Muitas empresas recorreram a:

✔️ Linhas de financiamento à exportação (isentas de IOF)
✔️ Mercado de capitais (emissão de títulos)

💰 Saldo de crédito – Julho/25
🔹 Total: R$ 6,7 trilhões (+0,4%)

Famílias: +0,6% (R$ 4,2 tri)
Empresas: -0,1% (R$ 2,5 tri)

🔹 O crédito com recursos livres alcançou R$ 3,9 trilhões em julho — alta de 0,2% no mês e 9,4% em 12 meses.

Pessoas físicas: +1% (R$ 2,3 tri)
Empresas: -1% (R$ 1,6 tri)

📌 Fonte: Banco Central – Relatório de Política Monetária