O governo Lula conseguiu adiar a votação do projeto de lei que proíbe descontos automáticos de associações e sindicatos em benefícios do INSS. O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, negocia mudanças em dois pontos do texto: a obrigação de o governo ressarcir fraudes em empréstimos consignados, caso os bancos não o façam em 30 dias, e a transferência da prerrogativa de definir o teto de juros do consignado do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
Queiroz defende que a responsabilidade por fraudes deve permanecer com instituições financeiras e que o teto de juros continue sendo definido pelo CNPS, que inclui representantes de governo, trabalhadores e aposentados. A tramitação do projeto ocorre em meio à pressão política da CPMI do INSS, dominada pela oposição, o que tem dificultado a agenda do ministério.
Fonte:O Estado de S.Paulo.

