Fomos à imprensa, às redes sociais, e até à Brasília com a Associação Brasileira das Empresas Correspondentes Bancárias (Anec), conversamos com o Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, usamos todos os meios legais possíveis para fazer nossa reivindicação ser ouvida, e conseguimos. Foram meses de luta, mas conseguimos. O governo anunciou a volta dos 40% de margem consignável desde o fim de março e a economia brasileira já sente os impactos positivos dessa mudança.
Hoje, mais de 40 milhões de brasileiros são beneficiados com a modalidade de empréstimo. Em 1º de janeiro de 2022, a validade da Medida Provisória 1006/2020 expirou, e as regras para o empréstimo consignado voltaram a ter as condições de antes da pandemia: 30% de margem para empréstimo e 5% de comprometimento do cartão de crédito, totalizando 35%.
Durante a pandemia, com a MP 1006/2020, essas condições eram de 35% de margem para empréstimo consignado e 5% de comprometimento do cartão de crédito, totalizando 40%. Mesmo com a justificativa da pandemia e a crise no país, tomamos o período em que a MP esteve em vigência – pouco mais de um ano e durante o auge da pandemia – como um teste muito bem sucedido.
Após o teste, tivemos base para pedir pelo retorno em definitivo. O empréstimo consignado coloca dinheiro com juros baratos no mercado, para uma parcela de beneficiários significativa da população do Brasil. Ao juntar a elevação da margem e o aumento salarial do começo do ano, a expectativa de injeção na economia está na casa dos bilhões de reais.
Essa mudança também favorece bancos e empresas correspondentes bancárias com o aumento da cartela de clientes e da receita. Mesmo com juros baixos, o aumento da margem proporciona mais empréstimos e valores maiores.
Atualmente, pouco mais de um mês após o aumento, já vemos pessoas físicas e jurídicas sendo beneficiadas. É uma situação clara de ganho para todas as partes interessadas. Demorou um pouco, mas o objetivo foi concluído.
Leonardo Albuquerque é CEO da GFT Credmais
Fonte: www.diariodonordeste.com.br

